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Deputada Carla Dickson (PL-RN) apresenta projeto que cria Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Vitiligo no SUS

Carla Dickson (PL-RN) é a autora do projeto - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Carla Dickson (PL-RN) é a autora do projeto - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Brasília – A deputada Carla Dickson (PL-RN) é autora do projeto que institui a Política Nacional de Atenção Integral à Pessoa com Vitiligo no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta busca garantir atendimento multidisciplinar, ampliar o acesso ao tratamento, combater a discriminação e promover campanhas de conscientização sobre a doença em todo o país.

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 182/26, de autoria da deputada Carla Dickson (PL-RN), que cria a Política Nacional de Atenção Integral à Pessoa com Vitiligo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa tem como objetivo assegurar atendimento integral aos pacientes, promovendo não apenas o tratamento dermatológico, mas também apoio psicológico, acesso a medicamentos e ações permanentes de conscientização para combater o preconceito e garantir mais qualidade de vida às pessoas que convivem com a doença.

Atendimento integral pelo SUS

O projeto estabelece que os pacientes com vitiligo terão direito a uma assistência completa pelo SUS, incluindo:

  • atendimento dermatológico regular;
  • fornecimento de medicamentos;
  • sessões de fototerapia;
  • acompanhamento psicológico, sempre que houver impacto emocional ou prejuízo à vida social do paciente.

A proposta reconhece que o vitiligo não afeta apenas a pele, mas também pode provocar consequências emocionais, sociais e psicológicas, exigindo uma abordagem multidisciplinar.

Combate ao preconceito e à discriminação

Outro ponto importante do projeto é o enfrentamento da discriminação contra pessoas com vitiligo.

O texto considera prática discriminatória qualquer forma de exclusão, constrangimento ou tratamento desigual em razão da condição de saúde da pessoa.

A proteção alcança diferentes ambientes, como:

  • escolas;
  • locais de trabalho;
  • serviços públicos;
  • unidades de atendimento em saúde.

Segundo a deputada Carla Dickson (PL-RN), a ausência de políticas públicas específicas contribui para a invisibilidade dos pacientes e favorece a manutenção de preconceitos.

“A ausência de políticas públicas específicas contribui para a invisibilidade de pessoas com vitiligo, reforçando preconceitos silenciosos”, destaca a parlamentar.

Campanhas permanentes de conscientização

O projeto também determina que a administração pública promova campanhas anuais de conscientização sobre o vitiligo, com destaque para o dia 1º de agosto, data dedicada à divulgação de informações sobre a doença.

As campanhas terão como finalidade:

  • combater o preconceito;
  • ampliar o conhecimento da população sobre o vitiligo;
  • incentivar o diagnóstico precoce;
  • promover o respeito e a inclusão social dos pacientes.

A proposta busca fortalecer a conscientização de que o vitiligo não é contagioso e que as pessoas diagnosticadas devem ser tratadas com respeito e dignidade.

Próximos passos

O Projeto de Lei 182/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Saúde, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Para se tornar lei, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Fonte: Agência Câmara de Notícias
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