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Gianni defende programa de proteção após MS liderar maus-tratos infantis

Gianni (PL-MS) defende programa de proteção após MS liderar maus-tratos infantis - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa
Gianni (PL-MS) defende programa de proteção após MS liderar maus-tratos infantis - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa

Estado registrou 1.593 vítimas em 2025 e apresentou taxa quase três vezes superior à média nacional

Mato Grosso do Sul – Candidata a deputada estadual, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL-MS), defende a criação da Rede Estadual Criança Protegida após dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública colocarem Mato Grosso do Sul na liderança nacional da taxa de maus-tratos contra crianças e adolescentes. A proposta é transformar ações de prevenção, identificação da violência e atendimento às vítimas em uma política permanente de proteção à infância em todo o Estado, levando para Mato Grosso do Sul uma experiência de prevenção já desenvolvida em Dourados.

No município, ações do Criança Protegida, incluindo o chamado “Semáforo do Toque”, já levaram informações de prevenção para mais de 3 mil crianças. A metodologia trabalha, em linguagem adequada à idade, orientações para que meninos e meninas aprendam a reconhecer situações inadequadas, estabelecer limites sobre o próprio corpo e procurar um adulto de confiança quando se sentirem ameaçados ou sofrerem algum tipo de violência.

A ideia é ampliar a iniciativa para a rede estadual de ensino e estabelecer ações permanentes de prevenção, com capacitação de professores e outros profissionais, orientação às famílias e campanhas educativas durante todo o ano.

“A criança precisa saber que pode falar e, principalmente, precisa encontrar um adulto preparado para ouvi-la e agir. A prevenção não pode acontecer somente depois que um caso grave ganha repercussão. Ela precisa estar dentro das escolas, chegar às famílias e fazer parte da rotina do poder público”, defende Gianni (PL-MS).

A Rede Estadual Criança Protegida também prevê fortalecer a integração entre Educação, Saúde, Assistência Social, Conselhos Tutelares, Ministério Público e forças de segurança.

O objetivo é estabelecer protocolos e fluxos de atendimento para que sinais ou suspeitas de violência identificados por professores, profissionais de saúde ou integrantes da assistência social sejam rapidamente comunicados e acompanhados pelos órgãos responsáveis.

“A criança não pode contar que está sofrendo violência e depois ficar perdida entre diferentes órgãos públicos. A rede precisa conversar. Quem identifica precisa saber para onde encaminhar e quem recebe precisa saber como agir. Em proteção à infância, tempo importa”, afirma.

Entre as medidas defendidas estão ainda o fortalecimento do atendimento humanizado às vítimas e a ampliação do acompanhamento psicológico e dos serviços especializados destinados a crianças e adolescentes vítimas de violência.

Condenados fora do serviço público

Outro ponto defendido por Gianni (PL-MS) é ampliar para todos os municípios do Estado uma medida adotada em Dourados que restringe o ingresso no serviço público de pessoas definitivamente condenadas por determinados crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

Para a vice-prefeita, políticas públicas de proteção à infância precisam combinar prevenção, identificação precoce, atendimento às vítimas e responsabilização dos agressores.

“Quem pratica violência contra uma criança é o responsável pelo crime e deve responder por ele com todo o rigor da lei. Ao Estado cabe fazer tudo o que estiver ao seu alcance para prevenir, identificar os sinais e proteger as vítimas. Não podemos aceitar que uma criança dependa da sorte para encontrar proteção. Infância não tem segunda chance”, conclui Gianni (PL-MS).

Anuário

De acordo com o Anuário, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso do Sul registrou 1.593 vítimas de maus-tratos entre crianças e adolescentes de 0 a 17 anos em 2025. A taxa foi de 206,5 vítimas para cada 100 mil habitantes dessa faixa etária, a maior entre as unidades da Federação e quase três vezes a média nacional, de 77,4.

Em todo o Brasil, foram 38.986 vítimas de maus-tratos em 2025, crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior. Os dados reforçam, segundo Gianni, a necessidade de tratar a violência contra crianças não apenas como uma questão de segurança pública, mas também de prevenção.

“Quando uma criança chega a uma delegacia, hospital ou unidade de saúde com marcas de violência, aquela infância já foi atingida. É fundamental punir com rigor quem pratica o crime, mas precisamos chegar antes. Para isso é necessário ampliar as ações para ensinar a criança a pedir ajuda, preparar os profissionais para reconhecer os sinais e fazer com que a rede pública responda rapidamente”, afirma Gianni (PL-MS).

Casos reais

Por trás das estatísticas estão casos que expõem a gravidade da violência praticada contra crianças em Mato Grosso do Sul. Em fevereiro de 2026, uma criança de apenas 1 ano e 8 meses foi levada à UPA de Dourados com hematomas no rosto e no corpo, marca de mordida nas costas e fratura no fêmur esquerdo. Conforme divulgado pela Polícia Civil, a mãe e o padrasto da criança foram presos. A investigação apontou agressões e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul posteriormente denunciou o casal por maus-tratos com resultado de lesão corporal grave.

Outro episódio que ganhou repercussão estadual foi o caso de Sophia, de 2 anos e 7 meses, morta em Campo Grande em janeiro de 2023. Em dezembro de 2024, o Tribunal do Júri condenou mãe e padrasto. As penas aplicadas aos dois somaram 52 anos de prisão. O padrasto foi condenado por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, enquanto a mãe também foi responsabilizada pela morte da criança.

Para Gianni (PL-MS), casos dessa natureza não podem ser analisados de maneira desconectada dos indicadores apresentados pelo Anuário.

“Quando Mato Grosso do Sul aparece com a maior taxa de maus-tratos contra crianças e adolescentes do país, não estamos falando apenas de uma posição em um ranking. Estamos falando de crianças. Cada número representa uma infância que deveria estar cercada de cuidado, escola, brincadeira e proteção”, ressalta.

Quem é Gianni?

Gianni Nogueira (PL-MS) é advogada, produtora rural, mãe, cristã e vice-prefeita de Dourados. Nascida em Mato Grosso do Sul, construiu sua trajetória profissional e pública a partir de experiências ligadas ao Direito, ao campo, à família e à gestão pública.

Na advocacia, consolidou sua atuação com base no respeito às leis e às instituições. Como produtora rural, conhece de perto os desafios enfrentados por quem vive da terra, assume riscos, produz alimentos, gera empregos e movimenta a economia. Na vida pública, como vice-prefeita de Dourados, acompanha as demandas da população e a realidade dos bairros, comunidades e diferentes setores do município.

Mãe e cristã, Gianni (PL-MS) afirma ter na família, na proteção das crianças e na fé princípios que orientam sua atuação. Agora, como candidata à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, apresenta como objetivo levar essa experiência para o âmbito estadual, defendendo uma atuação próxima dos municípios, com presença, fiscalização, articulação de recursos e busca de soluções para as demandas da população.

Para Gianni (PL-MS), representar Mato Grosso do Sul significa estar onde os problemas acontecem, ouvir as pessoas e transformar as necessidades de cada região em ações concretas. Ela é candidata a deputada estadual pelo PL com o número 22000.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Vice-prefeita
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