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Bia Kicis desmente associação indevida de emenda e valores apontados pelo Coaf

Bia Kicis (PL-DF) desmente associação indevida de emenda e valores apontados pelo Coaf - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias
Bia Kicis (PL-DF) desmente associação indevida de emenda e valores apontados pelo Coaf - Foto: divulgação/Agência Câmara de Notícias

Deputada esclarece que não é investigada, nega qualquer relação de sua emenda com o filme “Dark Horse”, e afirma que o projeto ao qual de fato destinou recursos, um documentário cultural e educativo, nunca chegou a ser pago e já havia sido cancelado por iniciativa própria antes da abertura de qualquer inquérito

Brasília – A Deputada Federal Bia Kicis (PL-DF) veio a público nesta quinta-feira, 10, desmentir notícias que associaram seu nome à Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal e autorizada pelo Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para apurar desvio de recursos públicos ligados à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do Presidente Jair Bolsonaro. Reportagens publicadas apontaram que a deputada teria enviado emenda parlamentar para uma instituição ligada à produção do filme. Em nota, a parlamentar afirma que não é investigada e esclarece que a emenda em questão nunca teve qualquer relação com o filme “Dark Horse”.

Emenda foi para um projeto diferente — e nunca chegou a ser paga

Segundo a deputada, a única emenda parlamentar de sua autoria com finalidade audiovisual foi no valor de R$ 150 mil, indicada à Academia Nacional de Cultura (ANC) para viabilizar a produção de três episódios de uma série documental: “Portugal: Luz para o Brasil”, “José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil” e “Dom Pedro I: o Libertador”. O projeto, de natureza cultural, histórica e educativa, tinha potencial de alcançar mais de 100 mil estudantes e cerca de 500 mil pessoas em todo o país, incluindo o Distrito Federal.

Mais importante ainda: a emenda sequer chegou a ser paga. O valor não teve execução financeira e nenhum recurso foi de fato repassado à entidade. Sem repasse, não há como falar em desvio de dinheiro público, dano ao erário ou qualquer vínculo financeiro com a produção do filme.

Cancelamento pedido por iniciativa própria, antes de qualquer investigação

Bia Kicis (PL-DF) destaca que, em 20 de maio de 2026, solicitou formalmente, por ofício, o cancelamento da indicação dos recursos dessa emenda, diante da falta de documentação da entidade beneficiária, e pediu que fosse avaliada a possibilidade de redirecionar os valores ao Hospital de Amor de Barretos (SP), referência no tratamento do câncer no país.

A deputada reforça que essa providência partiu dela mesma, antes mesmo de existir qualquer inquérito sobre o caso, o que considera prova de que agiu com transparência e boa-fé. Para ela, a destinação dos recursos observou rigorosamente os princípios da administração pública e sempre esteve voltada ao interesse coletivo, em benefício da educação, da cultura e do desenvolvimento do país.

Valor associado ao Coaf foi distorcido

A deputada também desmente as notícias que vincularam seu nome a um valor de R$ 3,4 milhões em movimentações apontadas por relatório do Coaf. Segundo ela, a própria decisão do Ministro Flávio Dino deixa claro que o intercâmbio de informações com o órgão de controle não teve a parlamentar como foco, a menção ao seu nome decorre apenas do registro de um repasse pontual de R$ 500 (quinhentos reais) feito a ela pelo Deputado Federal Mário Frias (PL-SP), valor referente a uma vaquinha para custear uma manifestação pacífica.

Para Bia Kicis (PL-DF) , associar esse registro pontual de R$ 500 (quinhentos reais) à movimentação milionária divulgada por parte da imprensa é uma distorção que não encontra respaldo no conteúdo da própria decisão judicial citada como fonte.

Deputada reitera que não é investigada e repudia associações indevidas

Bia Kicis (PL-DF) afirma ainda que seu nome não consta entre os investigados na decisão que autorizou a operação, e que nenhuma medida foi determinada contra ela. A parlamentar reitera o repúdio a interpretações equivocadas e a tentativas de associação indevida da emenda a finalidades diversas daquelas efetivamente aprovadas e executadas, entre elas, a vinculação de seu nome ao financiamento do filme “Dark Horse”.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Deputada
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