Democracia | Deputada do PL consegue apoio do Parlasul para ajuda diplomática à ilha africana de Annobón

Deputada federal Rosana Valle (PL-SP) - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa • Fiamini - Soluções Integradas em Comunicação
Deputada federal Rosana Valle (PL-SP) - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa • Fiamini - Soluções Integradas em Comunicação

”Governo da ilha” pede intervenção de países de Língua Portuguesa para conseguir independência e auxílio humanitário; Rosana Valle (PL-SP) apresentou caso no Parlamento do Mercosul

Brasília – A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) conseguiu a aprovação pelo Parlamento do Mercosul (Parlasul) de apoio diplomático à ilha africana de Annobón. O governo autoproclamado da península, até então da Guiné Equatorial, tem buscado a intervenção de países de Língua Portuguesa para conseguir o reconhecimento de independência e ajuda humanitária.

Deputada federal Rosana Valle (PL-SP) - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa • Fiamini - Soluções Integradas em Comunicação
Deputada federal Rosana Valle (PL-SP) – Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa • Fiamini – Soluções Integradas em Comunicação

O pedido foi apresentado pela congressista durante reunião do Parlasul, realizada em Montevidéu, no Uruguai, na última terça-feira,  16/9. Rosana Valle (PL-SP) encabeça o movimento que propõe acompanhamento e avaliação da situação da ilha, após o recebimento de diversas denúncias:

“Informações que chegaram até nós relatam problemas preocupantes, como falta de saneamento básico e de infraestrutura, que estariam, inclusive, desencadeando genocídio. Não podemos fechar os olhos para uma situação tão grave denunciada por parte do povo da ilha de Annobón”, observa a liberal.

Delegada do Parlasul, Rosana Valle (PL-SP) se sensibilizou com a situação e levou o caso a conhecimento da entidade, que abarca representantes do Poder Legislativo dos países integrantes do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Segundo a proposta encaminhada pela congressista e aprovada durante sessão ordinária, na semana passada, as denúncias compartilhadas por
representantes autoproclamados do território insular devem ser averiguadas por organismos internacionais.

A deputada federal do PL também fez um apelo para que países integrantes do Mercosul levem tal demanda à União Africana e à Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de que acompanhem de perto, e de forma independente, a real situação da população de Annobón.

A partir da aprovação da proposta de ajuda humanitária e de apoio diplomático à ilha africana, Rosana (PL-SP) espera que nações se articulem e joguem luzes sobre as práticas contra o povo da província e busquem soluções, “a fim de evitar o pior”.

Opressão, fome e abandono

Annobón tem 17 quilômetros quadrados, fica no Oceano Atlântico e é a menor e mais isolada província da Guiné Equatorial (país da África Central) – distante cerca de 350 km da costa africana.

A ilha foi colonizada por portugueses. Porém, em meio a disputas territoriais, passou a integrar a colônia espanhola, por meio do domínio do vice-reino do “Rio da Prata” — formado, na época, pelos atuais territórios da Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e parte do sul do Brasil.

Em meados de 1770, a península foi anexada à Guiné Espanhola e tinha Buenos Aires como capital do governo. Somente em 1963, a Espanha concedeu a emancipação de parte da região, que passou a se denominar Guiné Equatorial.

A partir desses laços históricos, o povo da ilha, que se queixa de opressão, fome e abandono, por parte da Guiné Equatorial, tem buscado se aproximar dos argentinos e chamar atenção dos países de Língua Portuguesa para a dura realidade a qual é submetido.

Recentemente, Annobón ganhou projeção no noticiário internacional, ao propor sua reincorporação à Argentina, num processo de emancipação. Líderes locais buscam autonomia, desenvolvimento e auxílio humanitário.

Fonte: Assessoria de Imprensa • Fiamini – Soluções Integradas em Comunicação – a serviço do Gabinete da Deputada Federal Rosana Valle (PL-SP)