Relatora, deputada Bia Kicis, destaca aprovação de projeto que cria o crime de estupro virtual de vulnerável e aumenta penas para proteger vítimas

A relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), recomendou a aprovação da proposta, com mudanças - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), recomendou a aprovação da proposta, com mudanças - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Brasília – A relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), recomendou a aprovação do Projeto de Lei 1213/11 e apensados, que cria o crime de estupro virtual de vulnerável, aumenta as penas mínimas para o crime de estupro de vulnerável e amplia o rol de pessoas protegidas pela legislação. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e segue agora para o Plenário.

Reforço à proteção de vulneráveis

Hoje, o estupro de vulnerável abrange vítimas menores de 14 anos ou pessoas com enfermidade ou deficiência mental sem discernimento para o ato. A proposta amplia essa definição para incluir qualquer tipo de deficiência: física, mental, intelectual ou sensorial, alinhada à terminologia legal vigente.

O projeto também promove mudanças no Código Penal:

As mesmas penas passam a valer para crimes cometidos em ambiente virtual, como redes sociais, e os acusados poderão ter prisão temporária decretada.

Estupro virtual de vulnerável

A proposta define como estupro virtual de vulnerável o ato de assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, menor de 14 anos a se exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita. A pena prevista será de reclusão de 10 a 15 anos.

Posição da relatora

Segundo Bia Kicis (PL-DF), o endurecimento das penas é necessário para garantir maior justiça e proporcionalidade:

“É conveniente e oportuna a majoração das penas mínimas a fim de se estabelecer a equivalência entre as condutas praticadas e a gravidade da lesão por elas ocasionada”, afirmou.

Próximos passos

O projeto será analisado agora pelo Plenário da Câmara. Caso seja aprovado, seguirá para apreciação do Senado Federal.

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Fonte: Agência Câmara de Notícias