Brasília – A deputada Soraya Santos (PL-RJ), autora do projeto que dispensa a apresentação de laudo médico como condição para o atendimento educacional especializado, participa do debate sobre formas mais eficazes de identificar e atender às necessidades dos estudantes da educação especial. A iniciativa busca impedir que a burocracia se transforme em obstáculo ao direito à aprendizagem e à inclusão escolar.

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira, 4, audiência pública sobre o papel do diagnóstico clínico, da avaliação multidisciplinar e da avaliação psicopedagógica no desenvolvimento escolar dos alunos da educação especial, com atenção especial ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O encontro está marcado para as 16 horas, no Plenário 4 da Câmara, e será promovido pela Subcomissão Especial que acompanha a tramitação do Projeto de Lei 657/2025, de autoria de Soraya Santos (PL-RJ). Veja a pauta completa da audiência pública.
Atendimento sem barreiras burocráticas
A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para impedir que o diagnóstico clínico ou a apresentação de laudo médico sejam exigidos como condição para a oferta de atendimento educacional especializado.
O objetivo é permitir que as escolas identifiquem as necessidades específicas dos estudantes e ofereçam os recursos pedagógicos adequados sem precisar aguardar a conclusão de um diagnóstico médico.
A medida não elimina a importância do acompanhamento clínico. A intenção é evitar que a ausência de um documento impeça o estudante de receber o apoio necessário ao seu processo de aprendizagem.
Avaliação pedagógica e multidisciplinar
A audiência pública deverá discutir quais instrumentos podem orientar professores, equipes pedagógicas e demais profissionais na definição das estratégias de ensino e dos apoios destinados aos alunos da educação especial.
Também serão analisadas as relações entre:
- diagnóstico clínico;
- avaliação multidisciplinar;
- avaliação psicopedagógica;
- observação realizada pela escola; e
- planejamento educacional individualizado.
Outro ponto do debate será a possibilidade de os laudos médicos, quando existentes, incluírem orientações que auxiliem os profissionais da educação a compreender as necessidades de cada estudante.
Soraya Santos defende uma escola inclusiva
Para Soraya Santos, uma escola verdadeiramente inclusiva deve reconhecer que cada estudante possui características e ritmos próprios de aprendizagem.
Na avaliação da deputada, o diagnóstico pode fornecer informações relevantes, mas a escola também precisa estar preparada para observar, compreender e responder às necessidades apresentadas pelos alunos.
A parlamentar defende que a burocracia não pode limitar o direito à educação, especialmente quando professores e equipes pedagógicas já identificaram a necessidade de apoio especializado.
A subcomissão da Câmara tem aprofundado a discussão sobre o uso de laudos e a importância da avaliação multiprofissional na educação inclusiva. Portal da Câmara dos Deputados
Objetivos da proposta
O projeto pretende:
- facilitar o acesso ao atendimento educacional especializado;
- evitar atrasos no apoio pedagógico;
- reconhecer as necessidades individuais dos estudantes;
- fortalecer a atuação de professores e equipes multidisciplinares;
- ampliar a inclusão dos alunos com deficiência e autismo; e
- assegurar condições adequadas para o desenvolvimento e a aprendizagem.
Sugestões de links:
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