Brasília – O pacote de medidas anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última quinta-feira, 27, foi recebido com duras críticas de deputados da oposição, que apontam a má gestão e o desperdício de recursos públicos como principais responsáveis pela necessidade de cortes tão profundos.
O plano, que busca economizar R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, prevê medidas impopulares, como a limitação do aumento do salário mínimo, a redução do abono salarial para trabalhadores pobres e alterações nas aposentadorias de militares.
Para Silvia Waiãpi (PL-AP), o governo Lula colhe agora os frutos de sua gestão gastadora e da ausência de prioridades claras. “Enquanto se fala em cortar benefícios da população mais carente, o governo segue gastando mal em outras áreas”.
Ainda segundo a deputada, os cortes anunciados evidenciam a falta de planejamento do governo.
“Esse é o governo que gasta bilhões em shows, novelas e privilégios, mas agora quer limitar o salário mínimo e reduzir o abono salarial do trabalhador mais humilde. Haddad tenta vender uma responsabilidade fiscal que o governo Lula nunca teve. É o brasileiro que paga a conta de uma gestão gastadora e irresponsável.”