Em missão no Pará, recebi com indignação e profunda tristeza a notícia do envolvimento e prisão de um parente por terem sido encontradas, no celular dele, imagens contendo pornografia infantil.
Trata-se de um crime vergonhoso, não somente por sua gravidade, mas principalmente porque fere profundamente a dignidade humana de crianças e adolescentes. A minha dor é maior justamente por eu dedicar a minha vida ao combate ferrenho a todo o tipo de crimes sexuais e abusos contra crianças.
Há mais de dezoito anos, não possuo relação próxima ou convivência com o parente investigado, apesar do vínculo biológico existente. Considero lastimável, revoltante e repugnante a conduta desse parente e, uma vez comprovadas essas acusações, entendo como necessário que ele receba, integralmente, o peso da justiça, com as punições e penas previstas para esse crime tão deplorável.
Sou uma defensora intransigente da proteção das crianças e dos mais vulneráveis, bem como luto pela responsabilização exemplar de quem pratica qualquer tipo de crime ou violência contra elas.
Isso inclui todas as pessoas, inclusive parentes, que pratiquem qualquer tipo de violação aos valores humanos fundamentais.
Rejeito com veemência qualquer tentativa de atrelar meu nome ou minha reputação pessoal e profissional a atos praticados por terceiros, parentes ou não. Cada pessoa é responsável e deve responder, individualmente, por seus atos. Nisso consiste a individualização de condutas e penas prevista em nossa legislação.
Por fim, reafirmo que, apesar da tristeza e indignação, continuarei orando para que esse parente, pagando por seus delitos, venha a conhecer a luz da verdade e abandone toda e qualquer prática ilícita e impura que porventura ainda permaneça em sua vida.
Sigo firme naquilo que realmente importa: proteger os vulneráveis, defender os valores e construir um país mais justo e com igualdade de oportunidades para todos.
Marabá (PA), 02 de agosto de 2025
Michelle Bolsonaro