Brasília – A deputada Soraya Santos (PL-RJ) articulou audiência pública na Comissão de Educação da Câmara para discutir os impactos pedagógicos, psicológicos e sociais causados pela ausência de laudos precisos sobre o neurodesenvolvimento infantil.
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira, 25, às 16h, no plenário 16, uma audiência pública para discutir os prejuízos enfrentados por crianças que não recebem laudos adequados sobre o seu desenvolvimento neurológico. O debate foi solicitado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), que alerta para a gravidade das consequências da falta de diagnósticos corretos e precoces.
A parlamentar destaca que a ausência de avaliações precisas impacta diretamente o processo de aprendizagem, a socialização e o bem-estar emocional das crianças, principalmente nos casos de transtorno do espectro autista (TEA), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e outros transtornos do neurodesenvolvimento. Segundo ela, a falta de parâmetros técnicos claros dificulta a diferenciação entre comportamentos transitórios e comprometimentos funcionais reais.
Laudos incompletos ou imprecisos, segundo Soraya Santos (PL-RJ), podem levar a encaminhamentos equivocados, rotulações indevidas e até ao uso desnecessário de medicamentos psicoestimulantes ou ansiolíticos. A parlamentar alerta que esse cenário contribui para a medicalização excessiva da infância.
Para Soraya, o erro diagnóstico pode causar prejuízos profundos: compromete o desenvolvimento infantil, interfere na construção da autonomia e dificulta a capacidade de aprendizagem. Ela também chama atenção para o fato de que muitos pais e responsáveis não reconhecem sinais que demandam avaliação especializada, o que leva à busca por diagnósticos sem orientação adequada da escola ou dos serviços públicos de saúde.
A audiência reunirá especialistas das áreas da educação, saúde e psicologia para debater soluções e caminhos que garantam diagnósticos mais precisos, orientações adequadas às famílias e práticas pedagógicas que respeitem as necessidades individuais de cada criança.
